Considerando os relatos que chegaram ao conhecimento desta Vereadora acerca da sobrecarga de trabalho enfrentada pelas merendeiras da rede municipal, decorrente do aumento expressivo no número de alunos e, consequentemente, do volume de refeições servidas;
Considerando que o quadro de funcionários em algumas unidades encontra-se reduzido, o que torna o trabalho dessas profissionais exaustivo e gera cobranças que muitas vezes excedem a capacidade operacional da equipe de cozinha;
Considerando que, diante deste cenário, diversos servidores das unidades escolares (professores e demais funcionários), imbuídos de espírito de solidariedade e empatia, prontificaram-se a auxiliar no momento de servir a merenda e organizar as filas;
Considerando que informações dão conta de que haveria uma proibição ou impedimento para que a equipe escolar colabore com as merendeiras nestas tarefas específicas;
por meio da Secretaria Municipal de Educação, para que informe:
Procede a informação de que os demais membros da equipe escolar (professores e servidores administrativos) estão impedidos de auxiliar as merendeiras a servir as refeições e controlar as filas?
Em caso positivo, qual a justificativa técnica ou administrativa para não permitir essa colaboração mútua entre os funcionários da mesma unidade escolar?
Quais seriam as implicações negativas apontadas pela Secretaria caso essa ajuda voluntária fosse permitida?
A Secretaria de Educação não considera que o momento da merenda, quando auxiliado por professores, pode se transformar em um espaço rico de interação pedagógica, fortalecendo laços de afeto, confiança e convivência entre educadores e alunos?
Existe algum plano da Secretaria para reforçar o quadro de merendeiras nas unidades onde o aumento de demanda foi mais acentuado, visando reduzir a sobrecarga de trabalho dessas profissionais?