A Câmara Municipal de Penápolis aprovou, na sessão ordinária de segunda-feira, dia 21, dois projetos do Executivo encaminhados em regime de urgência para suplementações orçamentárias que totalizam R$ 23.829.500,00. As matérias, uma de R$ 23.089.500,00 e outra de R$ 740.000,00 com justificativa de atendimento à folha de pagamento, receberam diversos questionamentos e críticas dos vereadores, principalmente em relação ao elevado volume dos recursos e ao curto prazo entre o encaminhamento dos projetos e a votação. Um dos principais pontos levantados durante a discussão foi o fato de os projetos terem chegado à Câmara poucas horas antes do início da sessão. O vereador Francisco José Mendes, o Tiquinho (MDB), manifestou descontentamento com o volume das suplementações, destacando que a justificativa apresentada pelo Executivo foi o atendimento à folha de pagamento. Para o vereador, despesas dessa natureza deveriam estar previstas e devidamente calculadas no planejamento orçamentário. Tiquinho também criticou a forma de encaminhamento da matéria e apontou o que considerou falta de respeito da administração municipal com o Legislativo. O vereador Paulinho do Esporte (União) informou que os projetos foram protocolados na Câmara às 15h35, para votação em sessão marcada para as 19h. Ele destacou que os valores das suplementações representam aproximadamente 10% do orçamento do município e questionou o planejamento das contas do Executivo. Durante a discussão, o vereador Dr. Rodolfo (PSD) também questionou a necessidade das suplementações de mais de R$ 23 milhões para a folha de pagamento neste momento do exercício. Segundo ele, a situação indicaria uma falha que precisa ser apurada. O vereador sugeriu a abertura de sindicância para identificar as causas do problema e eventuais responsabilidades pelo erro de planejamento. A vereadora Professora Jandineia (PT) também considerou grave a situação. Ela criticou a frequência com que projetos do Executivo têm sido encaminhados em regime de urgência e defendeu maior respeito aos prazos necessários para análise das matérias pelo Legislativo.
O vereador Júlio Caetano ponderou que os valores não representariam recursos novos para o município. Ele defendeu a formalização de um documento solicitando explicações ao Executivo sobre a necessidade e a forma de encaminhamento das suplementações. Também afirmou que a Câmara deve estabelecer uma posição para que projetos em regime de urgência não continuem sendo apresentados com prazo tão reduzido para análise. Apesar dos questionamentos apresentados durante a sessão, os dois projetos foram aprovados pelos vereadores, autorizando as suplementações, para não afetar os funcionários públicos municipais.