A redução da mortalidade infantil é um dos maiores desafios de gestão pública, pois reflete diretamente a qualidade do saneamento, da nutrição e, principalmente, da eficiência do sistema de saúde local.
Em Penápolis, os dados mais recentes indicam uma taxa de 20,92 óbitos por mil nascidos vivos, segundo o IBGE, refletindo um número acima da média do Estado de São Paulo (que gira em torno de 12 por mil) e da meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (abaixo de 12 por mil).
Considerando uma taxa de mortalidade infantil alta, conforme os índices acima, e que superam os registros de municípios das regiões Norte e Nordeste, precisamos entender os programas desenvolvidos em Penápolis.
Importante seria, também, conhecer o trabalho do Comitê da Mortalidade Infantil sobre os dados registrados pelo IBGE, e do GAMI (Grupo de Atenção Materno Infantil).
Esse grupo, segundo consta, atuaria unindo a Santa Casa, a Pastoral da Criança e a Secretaria de Saúde, promovendo visitas monitoradas à maternidade e orientações sobre aleitamento.
Um Comitê de Investigação do Óbito seria bem vindo para analisar cada morte infantil, pois ajudaria a identificar se a falha foi na estrutura do hospital, na falta de transporte ou no acompanhamento da UBS. Para reduzir o índice, é preciso entender por que os bebês estão morrendo na cidade.