A Câmara Municipal de Penápolis aprovou em sua sessão de segunda-feira, dia 9, requerimento do vereador Professor Bruno (PSD) solicitando informações da administração municipal sobre a ocorrência de Leishmaniose Visceral canina no município. No documento, o parlamentar questiona qual é o número atualizado de casos registrados em 2025 e 2026 e qual o plano de trabalho e protocolo oficial adotado pela prefeitura quando um caso é detectado. Ele também pede esclarecimentos sobre como é realizado o trabalho de prevenção e orientação aos moradores que vivem nas proximidades de focos identificados da doença. Entre outros pontos, o requerimento pergunta se há realização de testes em massa nos animais da vizinhança ou borrifação nas áreas afetadas. O vereador também busca saber como funciona o fluxo de informações quando o diagnóstico positivo ocorre em clínicas veterinárias particulares e se existe um sistema de notificação compulsória integrado que garanta que o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) receba os dados em tempo real. Professor Bruno ainda questiona quais ações de conscientização sobre posse responsável e uso de coleiras repelentes estão sendo promovidas pela administração municipal. Segundo o vereador, a Leishmaniose Visceral é uma doença grave, de transmissão vetorial, que representa risco à saúde pública e ao bem-estar animal. Ele destaca a necessidade de transparência quanto aos dados de infestação e infecção no município, bem como sobre a eficácia das ações de bloqueio e prevenção realizadas pelos órgãos competentes. O parlamentar afirma também que o controle da doença depende da integração entre o poder público, a população e os profissionais da medicina veterinária da rede privada. “A leishmaniose não escolhe bairro nem classe social, e o silêncio epidemiológico pode ser perigoso. Buscamos entender se o ‘caminho da informação’ entre as clínicas particulares e a prefeitura está funcionando, pois muitos proprietários buscam o setor privado e esses dados precisam constar nas estatísticas oficiais para que as ações de bloqueio sejam feitas”, afirmou. Ele acrescenta que a prevenção é fundamental para evitar tanto o sacrifício de animais quanto a transmissão para humanos.